SEÇÃO 31 Disco #1 – E aí… foi bom pra você?

S31_Disco_1É bom? Valeu a pena esperar tanto? E a pergunta que não quer calar: é canon ou não é?

Hoje começamos aqui um novo podcast no SEÇÃO 31, o qual será dedicado exclusivamente à “Star Trek: Discovery”, a mais nova série da  franquia. Nesse programa de estréia, Fernando Augusto (Star Trekkers)Fernando Torelly (Reguladores), Ricardo, Roberta ManaaThiago Maldonado (Diário do Capitão) e Waldomiro batem um papo sobre suas impressões sobre os primeiros episódios lançados.

E pra cada lançamento de episódios inéditos da série, um novo SEÇÃO 31 Disco será lançado para discorrermos sobre eles. Então fique ligado, caro ouvinte! Até o próximo programa e…

Qapla’!

ATENÇÃO: As bobinas de Dobra desse podcast estão entupidas de SPOILERS!!!

Tempo de duração: 119 min

Discutidos nesse podcast:

S31_Bannner_Canecas_site

S31_Bannner_Camisetas_site


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  • Tartaruhga Muhtante

    Já tenho algo novo pra ouvir enquanto faço meu artesanato…..AHHHHHHHHH….

  • Olavo Lima

    eu não gostei e achei uma decepção mas torço que de certo, voyager começou com problemas mas foi uma das series que mais gostei, sobre os klingons não terem sentido podemos lembrar da sociedade humana dos vikings, indios , samurais e Cossacos russos que tem seu proprio conceito de honra e matar os inimigos, morrer com honra e tudo mais, conseguiram diversos avanços tecnologicos (os samurais continuaram até o seculo 20) tem conceitos questionaveis de honra muitos são desonrosos a historia dele é relativista, mas no final eles tentam viver com um propostio maior, esses klingons se tornaram mais esteriotipo ainda me lembram muito o estado islamico e o discurso klingon sobre o cristianismo e valores ocidentais estarem infectando o mundo arabe da revolução islamica recente, mas os produtores fazem alusão a trump porem o que fizeram foi meio que vincular os klingons ao estado islamico

    • Gordura do Ultra

      Também acho , apesar que acho que foi esse lider maluco que pensava assim , mas os outros Klingons acatarem meio que reforça o quão preconceitusoso são , apesar que eles sempre foram um pouco desse jeito com as outras raças , honras eram mais pra eles mesmo

  • Tartaruhga Muhtante

    Bem, como não tenho alergia mimizenta a spoilers, na verdade até prefiro ver, já me poupou o desgosto das surpresas desagradáveis. MaS, enfim, é triste saber que O Jornada como conhecíamos morreu de vez.

    • João Luiz Silva Cruz

      Assista, não cometa o erro de ir por uma opinião de outra pessoa.
      Eu fiz isso na época de ENTERPRISE e só me arrependo, pois perdi as discussões e só fui assistir a série depois de 15 anos. E no final acabei gostando.

      • Tartaruhga Muhtante

        Mas quem disse que não vou assistir? Só não vou ver em dia porque não tenho netflix. Vou esperar sair em dvd , tem um velhinho aqui na minha cidade, dono de locadora e “fundamentalista” ,que trabalha por puro prazer e falta do que fazer. Logo que sair tenho certeza de que ele vai adquirir as temporadas, só aí vou assistir. Até lá quero ler todos os spoilers possíveis sobre a série.

        • João Luiz Silva Cruz

          Boa é isso aí.

  • João Luiz Silva Cruz

    Onde consigo essa versão do tema Klingon que tocou no final?

  • João Luiz Silva Cruz

    Somente uma crítica ao podcast, não sei o motivo mas a participação poderia ter sido mais equilibrada, tipo a Roberta ficou sozinha com a opinião positiva (5×1), me pareceu mais um clube hater do que realmente algo equilibrado. O que faz com que ao escutar você automaticamente achar a série uma bosta, sendo que a crítica dentro do Fandom está equilibrada e a crítica fora do Fandom é extremamente positiva.
    Eu até concordo com algumas coisas que vocês falaram a respeito do visual, mas me parece que vocês tomaram o visual como canônico e ficaram achando pelo em ovo para meter o pau no restante do conteúdo. Se for parar para pensar, tirabdo o visual, dá para encaixar várias coisas no Canon.
    Outra coisa, comentaram ironicamente a respeito de Orville no final, tipo assim, assiste Orville que é melhor que essa bosta de Discovery. Na boa, prefiro assistir algo que tente ao menos ser original do que um rip off do rip off com rip offs.

    • Olavo Lima

      a maioria dos fãs concordou com a seção 31 e depois do episodio 3 até a roberta uahauhau

      • João Luiz Silva Cruz

        Sim, os fãs de TNG (uma série de 30 anos atrás). Gostaria de saber de vem essa “maioria” que você fala pois o Fandom está bem dividido.

        • Olavo Lima

          bom a maioria eu vejo nas redes sociais, sites e etc

          • Olavo Lima

            mas acho engraçado você ficar revoltado com isso, afinal gosto é gosto

          • João Luiz Silva Cruz

            Não tô revoltado, só achei o podcast tendencioso.

          • Ricardo Pinheiro

            Pois é, então serei “tendencioso” e n irei ouvir. Aliás, nem baixarei o episódio, pra n dar audiência.

          • Vedek Pedro

            Tendencioso mesmo tá o Trekbrasilis. Depois dê uma olhada lá, mas se tiver diabetes cuidado, pq lá é tudo mil maravilhas

          • João Luiz Silva Cruz

            É…no “olhômetro” fica difícil
            Metacritic User Score:
            207 Negativos
            192 positivos
            62 regular.

          • Ricardo Pinheiro
    • Serial101

      Eu só vou dizer: … Encontrar novas formas de vida, novas civilizações, audaciosamente indo onde ninguém nunca esteve.
      Discovery não vai fazer nada disso, Orville mostra uma população vivendo em uma nave até se esquecer que estão nela. Sinto muito Orville é objetivamente mais star trek que discovery.

      • João Luiz Silva Cruz

        Não, não é. Que bom que temos visão diferentes do que é Star Trek.

        • Ricardo Pinheiro

          Ainda não vi The Orville. Verei depois. Ouvi comentários favoráveis (dos mesmos que criticaram DSC) e desfavoráveis (inclusive de gente que exaltou DSC). Logo, o q me leva a crer q rola uma pinimba mútua, gente tentando colocar The Orville x Discovery. E eu lembrei daquela velha “mania” de fazerem 2 séries c/ temática semelhante, simultaneamente. Lembremos de Babylon 5 e Deep Space Nine, por exemplo.

          Mas confesso q verei The Orville como o sentimento de q é um fanfilm. Se divertir, blz. Se n divertir… Ah, era só um fanfilm do Seth McFarlane.

          E eu tb estou gostando muito de DSC.

  • Ricardo Pinheiro

    Menos um podcast a ouvir, pelo visto.

    Estou cansado de ouvir/ler/ver trekkers fundamentalistas.

    • Olavo Lima

      fundamentalistas? auhauahuahahua cara aqui tem todo o tipo de opiniões inclusive gente que torce pela discovery (escute o podcast), mas fundamentalista mesmo é que não consegue escutar criticas de nada

      • Ricardo Pinheiro

        Nunca tive problemas com críticas, mesmo as críticas à minha pessoa. Desde que as críticas sejam embasadas e bem descritas, eu as aceito com humildade e mansidão, e tento melhorar. No meu trabalho, passo por isso o tempo todo.

        Discovery, por sua vez, tem sofrido críticas pesadas por parte do fandom desde que foi anunciada, em 2015. Não é preciso ir muito longe para ler/ouvir comentários de pessoas condenando a série antes mesmo dela ser lançada. Do vídeo da NCC-1031 saindo de dentro do asteróide até os últimos teasers, o que eu mais ouvi nos podcasts brasileiros de Jornada foram reclamações sobre a série, desânimo, que será uma porcaria, que The Orville será certamente melhor, etc e tal. É só procurar.

        Duas coisas que as pessoas precisam lembrar:
        – Jornada não pertence a nós, mas sim à CBS e à Paramount. E eles querem fazer dinheiro com Jornada. Eu não tenho problema algum com isso, se me entregarem um bom produto. E até agora, eu estou gostando muito do que estou vendo em DSC, assim como meu filme favorito da Kelvin Timeline foi o último, STB.

        – Excetuando a TOS, nenhuma série de Jornada tem uma 1a temporada realmente boa. TNG foi sofrível, DS9 foi mais ou menos, VOY é chatinha (segundo minha esposa, trekkie recém-convertida) e ENT tem altos e baixos. Mas nessa ansiedade que o mundo vive, as pessoas querem ver um novo clássico no piloto. E se não virem isso, terão espasmos. Ame-o ou odeie-o. E rápido.

        A maior parte das críticas que eu tenho lido resumem-se à “falta de identidade visual” de DSC em relação à TOS. Isso resume os Klingons carecas, a falta dos Klingons “metaleiros”, aos uniformes (puxa, são lindos!), à tecnologia empregada. Eu vi vários vídeos a respeito, de fãs e não-fãs. Os não-fãs estão entusiasmados. Os fãs… Bem, um trekker de um fã-clube conhecido passa metade do seu vídeo GRITANDO (sim, gritando) para uma webcam a respeito da “falta de identidade visual” de DSC. Eu tive que tirar o som da minha TV. Aquilo tornou-se patético. No outro vídeo, com a presença de um amigo do mesmo fã-clube, ele deu nota 7 pro piloto. Em tempo, o amigo do mesmo fã-clube deu 8,5. Olha, do jeito que gritou no 1o vídeo, eu pensei q ele daria nota 2. Entendi nada. Ele tem direito de discordar, mas não grite nos meus ouvidos, por favor.

        Eu acho q se eu fosse me prender tanto ao visual de ST como alguns se prendem, eu não teria parado e assistido a TOS nos anos 1990, na finada TV Manchete, e ter me apaixonado por Jornada ali, mesmo depois de ter visto alguns dos filmes na TV. Pedras de isopor, papel machê nos cenários, encanamento barulhento no prédio onde ficava o estúdio (o Shatner conta isso no Star Trek: Memories)… Mesmo assim, os roteiros me prenderam. Ainda lembro a 1a vez que assisti “Equilíbrio do Terror”, acabei na ponta da cadeira, tenso com o que ocorreria naquela guerra de navio x submarino! Isso é Jornada. O visual pode ser diferente, e em alguns aspectos lembra a timeline Kelvin (a qual alguns nutrem horror e ódio absolutos, e eu guardo reservas). Mas não servem aos mesmos propósitos.

        Honestamente estou cansado de ouvir/ler gente reclamando de tudo, como se o fandom fosse deles. Uma das que mais ouço é que a série tinha que ir pra depois de VOY. Eu também acho, mas pergunte na rua, para um cidadão comum, quem lembra quem é Jean-Luc Picard, Kathryn Janeway ou Benjamin Sisko. É certo que a maioria lembrará de James T. Kirk, Spock ou Leonard McCoy. Opção mais confortável, a dos produtores. Um tanto quanto controversa, é verdade. Mas dinheiro quer tranquilidade para render e crescer. Então, partiram para a opção mais segura.

        Finalmente, um dos membros da equipe do Trekbrasilis (me foge o nome agora) disse que “a melhor série de Jornada que existe, para um trekker, é aquela que está na cabeça dele. E nenhuma outra será tão boa quanto essa”. Nessas horas em que eu lembro do Bill Shatner falando, “Get a life”…

        E vou pensar se continuo assinando o Seção 31. Desse povo que se fecha na nave sarcófago e fica repetindo pra si mesmo “Remain Trek, remain Trek, remain Trek…” me cansa. Tô fora.

        E que venha o 4o episódio de DSC.

      • Rogério Olivieri
  • Allan Silva

    Bem, não ou tão versado na cronologia de Jornadas, mas tenho alguns apontamentos pessoais sobre Discovery.

    Também achei a série com um design muito parecido com o dos filmes recentes, mas isso não me incomodou.

    Escutei em algum lugar e replico aqui; TOS foi produzida numa época em que vídeo conferência não passava de ficção científica. Mas usar isso hoje é comum. Então eu aceito o uso de holograma na comunicação, como extrapolação da tecnologia de 2017 para o futuro. Porém deve ser usado com parcimônia. Entre as naves da Frota tudo bem, afinal elas são baseadas numa tecnologia comum usada, acredito, por todos os mundos federados. Desde que o holograma não interaja com os objetos do ambiente onde está projetado (a sentadinha do Sarek na mesa me tirou da suspensão de descrença). Já entre naves não Federadas, não tem como saber se a tecnologia é compatível, ou se tem a mesma forma de interface. Por isso a capitão Giorgio ser “holografada” na nave Klingom foi difícil de aceitar.

    Sobre a Michael, eu gostei dela, e achei que ela agiu do jeito coerente com o que foi apresentado. Fazendo uma analise fria, a Michael tem sérios problemas com o conflito entre a educação sem emoção dos Vulcanos e a sua natureza humana. Há vários diálogos que evidenciam isso:

    A Capitão fala que estava tentando quebrar a casca que os Vulcanos haviam colocado nela.
    Sarek a repreende quando ela diz que está feliz em vê-lo.
    Ela diz que a emoção “informa” a logica dela.

    Pra mim ela agiu daquele modo por ter se ligado emocionalmente com uma pessoa; e esta pessoa ter retribuído este afeto. Coisa que não acontecia em Vulcano. E com as habilidades e ferramentas a disposição, ela faria qualquer coisa para proteger aqueles que “ama”. Isso aliado ao trauma que sofreu; me fez acreditar que a Michael agiu de forma coerente com o que foi apresentado, até o momento. E também achei que tanto ela como Saru estavam com a razão. Atira e Corre!

    Já no geral, tenho algum problema com o “Vibe” da série. Realmente não me lembrou do que estou a costumado. Há alguns meses fiz maratona de Enterprise e DS9, que são series muito diferentes entre si, mas lá no fundo tem a “Vibe” de Jornadas. Nos dois primeiros episódios senti pouca familiaridade com os primeiros episódios das outras series (Fiz uma mini-maratona e assisti todos os primeiros episódios das series uma semana antes da estreia de Discovery), e certo distanciamento com o cerne geral da franquia.

    Mesmo assim gostei da serie, e quero mais. Acho que ainda é cedo para dizer a que veio a Discovery. O contexto de guerra pode ser muito bem tratado, assim como foi em DS9 (que de inicio odiava o estado de guerra).

    E se tudo for por um caminho muito diferente eu altero minha cronologia pessoal e invento uma desculpa para toda essa nova linha temporal.

    Pra terminar queria dizer que tem o grupo no Telegram. Não seio se passou despercebido por mim, mas acho que não foi citado entre os contatos das redes sociais.

    Desculpe o textão (e a quantidade de texto em parênteses).

    Bem, é isso!

    Até!

  • Allan Silva

    Bem, não ou tão versado na cronologia de Jornadas, mas tenho alguns apontamentos pessoais sobre Discovery.

    Também achei a série com um design muito parecido com o dos filmes recentes, mas isso não me incomodou.

    Escutei em algum lugar e replico aqui; TOS foi produzida numa época em que vídeo conferência não passava de ficção científica. Mas usar isso hoje é comum. Então eu aceito o uso de holograma na comunicação, como extrapolação da tecnologia de 2017 para o futuro. Porém deve ser usado com parcimônia. Entre as naves da Frota tudo bem, afinal elas são baseadas numa tecnologia comum usada, acredito, por todos os mundos federados. Desde que o holograma não interaja com os objetos do ambiente onde está projetado (a sentadinha do Sarek na mesa me tirou da suspensão de descrença). Já entre naves não Federadas, não tem como saber se a tecnologia é compatível, ou se tem a mesma forma de interface. Por isso a capitão Georgio ser “holografada” na nave Klingom foi difícil de aceitar.

    Sobre a Michael, eu gostei dela, e achei que ela agiu do jeito coerente com o que foi apresentado. Fazendo uma analise fria, a Michael tem sérios problemas com o conflito entre a educação sem emoção dos Vulcanos e a sua natureza humana. Há vários diálogos que evidenciam isso:

    A Capitão fala que estava tentando quebrar a casca que os Vulcanos haviam colocado nela.
    Sarek a repreende quando ela diz que está feliz em vê-lo.

    Ela diz que a emoção “informa” a logica dela.

    Pra mim ela agiu daquele modo por ter se ligado emocionalmente com uma pessoa; e esta pessoa ter retribuído este afeto. Coisa que não acontecia em Vulcano. E com as habilidades e ferramentas a disposição, ela faria qualquer coisa para proteger aqueles que “ama”. Isso aliado ao trauma que sofreu; me fez acreditar que a Michael agiu de forma coerente com o que foi apresentado, até o momento. E também achei que tanto ela como Saru estavam com a razão. Atira e Corre!

    Já no geral, tenho algum problema com o “Vibe” da série. Realmente não me lembrou do que estou a costumado. Há alguns meses fiz maratona de Enterprise e DS9, que são series muito diferentes entre si, mas lá no fundo tem a “Vibe” de Jornadas. Nos dois primeiros episódios senti pouca familiaridade com os primeiros episódios das outras series (Fiz uma mini-maratoma e assisti todos os primeiros episódios das series uma semana antes da estreia de Discovery), e certo distanciamento com o cerne geral da franquia.
    Mesmo assim gostei da serie, e quero mais. Acho que ainda é cedo para dizer a que veio a Discovery. O contexto de guerra pode ser muito bem tratado, assim como foi em DS9 (que de inicio odiava o estado de guerra).

    E se tudo for por um caminho muito diferente eu altero minha cronologia pessoal e invento uma desculpa para toda essa nova linha temporal.

    Pra terminar queria dizer que Também tem o grupo no Telegram. Não seio se passou despercebido por mim, mas acho que não foi citado entre os contatos das redes sociais.

    Desculpe o textão (e a quantidade de texto em parênteses).

    Bem, é isso!

    Até!

  • Allan Silva

    Eu estou comentando e o Disque fala que mau comentário é spam…

  • Serial101

    Primeiro, ninguém reparou que tinha um ex power ranger na ponte?
    Segundo, achei muito ruim. O terceiro episódio me fez desistir da série. Vou usar o podcast pra acompanhar a série que não irei mais assistir.

  • Olavo Lima
  • SAREK

    Após o terceiro episódio, “O Contexto é para os Reis”, ainda me sinto um tanto ambíguo quanto à nova série. Não sei se posso opinar em termos absolutos, mas certamente o posso fazer em termos relativos: ela é melhor que os filmes recentes do cinema – isso apesar de ter a série original como a minha preferida dentre todas.

    Lembro que tive a mesma reação ambígua em relação à outras séries de jornada: a nova geração – quando ainda chegava aqui por meio de fitas VHS da CIC Vídeo -, por exemplo, me deixou entre a empolgação de ver star trek na televisão novamente e o marasmo da maioria dos roteiros.

    O Piloto de TNG, na minha opinião, foi ótimo na primeira parte e péssimo na segunda parte. Apesar do jeito histriônico de Q, Patrick Stewart deu uma aula de interpretação na cena do julgamento. Riker e a conselheira Troi foram minhas maiores decepções.

    O melhor episódio da primeira temporada foi “Symbiosis”. Era despretensioso, mas criava uma situação limite para a “Primeira Direteriz” e marcava fortemente a diferença desta geração em relação à clássica. Depois somente vi um bom episódio novamente na terceira temporada (uma meia dúzia de bons episódios).

    Por essa razão ainda devoto alguma esperança para Discovery. Isto a despeito dos riscos inerentes de regressar no tempo e violentar o cânone.

  • SAREK

    Os valores de produção de Discovery são impressionantes, mas a parte visual me incomoda um pouco. Sou um saudosista dos velhos cruzadores klingons, por exemplo. Sinto-me mais incomodado com a ausência deles do que com as mudanças fisiológicas dos próprios klingons.

    Todavia, concordo com o Salvador Nogueira de que não há um cânone visual – nunca houve em termos da franquia.

    Porém também tenho uma visão mais flexível do cânone. Entendo a franquia como qualquer mitologia humana criada a partir de uma cultura oral. A sabedoria era “transmitida” através de narrativas (mitos e parábolas) que não se apegavam a nenhum cânone. Mesmo a mais sagrada história contada e recontada por inúmeras gerações, acabava sofrendo mutações ao longo do tempo.

    e isso ocorria não apenas pela natureza mutável da memória humana, mas porque culturalmente, a adaptação de velhos conteúdos a novos contextos era visto como uma manifestação da sabedoria que os velhos mitos encerravam.

    Assim, se observarmos os 2 primeiros capítulos da bíblia judaico cristã, veremos duas histórias de criação do universo (Gênesis). Uma em que o mundo é criado em um único dia e o homem é criado antes até mesmo dos animais. Na outra, o mundo é criado em 6 dias e o homem é uma das últimas criações divinas.

    A segunda história queria, por exemplo, destacar a necessidade de observância do descanso aos sábados. Se até Deus descansou no sétimo dia, o homem também deveria.

  • Vedek Pedro

    Penso que para MIM, é muito difícil DSC dar certo. Eu gosto demais de jornada para ignorar violações tão grandes a conceitos já estabelecidos, como por exemplo o visual klingon.

    Quando TNG estreiou, ficou claro que se passava num futuro de TOS, com isto, o visual não era problema, e a série tinha duas possibilidades, ser boa ou ruim. Felizmente a série foi ótima, embora o começo seja fraco.

    Já DSC, que pra MIM tem um começo fraquíssimo a coisa tá mais feia, pq mesmo que seja no fim um sucesso (e pode ser), será muito difícil para mim encaixar violações grandes a conceitos já estabelecidos, principalmente sobre os klingons, naves modernas para o período, personagens reimaginados e reinterpretados, motor orgânico que nunca mais foi falado, tortura a animais pela federação entre tantas outras coisas.

    Esta é a minha opinião. A série pode no fim ser boa? Pode (mas não creio, estou com preguiça de ver o 4º episódio). Mas como parte de um período da prime timeline é muito difícil engolir.

    • http://secao31.blogspot.com.br/ Waldomiro Vitorino

      Concordo totalmente com você, Pedro. E acho simplesmente lamentável o que estão fazendo.

  • Ricardo Pinheiro

    Bem, ouvi quase todo o Disco no. 1.

    Concordo com algumas das reclamações, algumas coisas realmente ficaram deslocadas e “fora de esquadria” (como diria meu avô). Mas ao contrário da maioria do podcast, gostei de Discovery – e continuo gostando até aqui.

    O papo de que “a essência de Star Trek não está ali”, me faz perguntar: O que é “a essência de Star Trek”? São as naves? São os cenários? São os klingons metaleiros? É o uniforme? São as histórias? É tudo isso? É nada? Só sei que eu acho que tem muita gente aí com falta de amor no coração…

    Quando falam que Star Wars não mudou nada desde 1977 (quando falam da Millenium Falcon – adoro aquela nave) é uma falácia. Vai assistir Clone Wars e Rebels pra ver o qto mudou, inclusive visualmente…

    A conclusão q chego ao ouvir o episódio 1 (e deverá ser o único que ouvirei) é q estão medindo DSC pela métrica de TNG/DS9/VOY, sendo q DSC vem cronologicamente antes da TOS. Ou seja, vamos questionar todo o universo de 2250 pelo que aconteceu entre 2330 e 2350. Honestamente, vc poderia medir Discovery no máximo pela métrica de Enterprise e olhe lá (mesmo sendo q Enterprise vem uns 100 anos antes de Discovery).

    Usando a mesma analogia, podemos questionar a humanidade dos anos 1930 (na Grande Depressão e pré-Segunda Guerra Mundial) pela métrica de 2010, e falar que “está tudo errado”. Contextualização pra q, né?

    Caso não tenham percebido, aquela humanidade idílica (e meio chata) de TNG em diante ainda estava em formação. E como a cláusula pétrea de Roddenberry impede q humanos tenham conflitos interpessoais, eles jogaram antes da TOS p/ poder fazer isso. Como já disse, é uma decisão controversa.

    Bem, é isso. Existem muitas “viúvas de Ayrton Senna”, assim como existem muitas “viúvas de TNG”. Ou ficamos chorando o morto e querendo que a próxima série seja “a série perfeita na sua própria cabeça” (esquece, isso nunca ocorrerá), ou levantamos, sacudamos a poeira e demos a volta por cima. E vamos em frente. Que venha o próximo episódio de DSC (o sexto).

    PS: Me surpreendeu a Roberta ter sido aquela que é a mais otimista com a série. Confesso que ela é aquela que eu mais discordo nos episódios da Seção 31, mas dessa vez estou ao lado dela.